Encheram a minha cabeça com as bostas do dia a dia.
Me sinto um poeta (daqueles decadentes) sem papel nem caneta.
Cortaram até meus devaneios - é que eu devia estar fazendo outra coisa.
Tenho a obrigação de ser pros outros. Ser pra mim é uma regalia concedida a contragosto, daquelas coisas que só deixam fazer pra não deixar o sujeito cair em anomia (aprendi essa palavra dia desses).
Por que ninguém quer ouvir o que não faz sentido assim logo de cara.
In case this words don't make your thoughts go "plim!" please forget what you read.
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16 October 2011
06 May 2011
@
3:48 AM
i've been running on a roller coaster
i've been hurting, getting hurt
body and heart and soul and brain
and feelings and moments
and life.
Prometi que as coisas iam ser diferentes. Faço essa promessa tantas vezes que, bom, nem efeito tem mais. Digo, além de me frustrar e jogar na minha cara - cansada - que tudo, tudo mesmo - ou nada - foi, algum dia, mais do que umas palavrinhas que eu insisto em tentar dominar.
Volto sempre àquele ponto confortante quando tudo parece mais fácil e quando você sabe o que fazer.
Mas isso passa. Que merda! Isso passa.
(Ah! vá pro raio que o parta, colega)
13 October 2010
poit of view
@
6:22 PM
Folheou aquele livro, que estava lendo pela quarta ou quinta vez. Ou décima, era impossível dizer. Como se algo fosse mudar. Como se estivesse tentando encontrar um detalhe escondido nas entrelinhas, que só nessa quarta ou quinta vez faria sentido. Esperava encontrar, na mesma história, caminhos diferentes. Quem sabe agora, dessa vez, veria, em meio a tudo que lhe parecera óbvio na primeira vez, alguma coisa que tivesse passado timidamente e que faria, agora, toda a diferença?Passou algumas páginas. Alguns capítulos eram extremamente confusos. Como se as palavras estivessem escritar em uma língua morta - talvez os fatos, e não as palavras é que estivessem mortos. É difícil dizer depois de um tempo.
Descobriu após a décima vez, que ter lido aquela mesma história tantas vezes só fez com que tudo parecesse ainda mais confuso. Nenhum esclarecimento. Só os erros, que quanto mais observados, mais evidentes se tornaram
Com um copo de café (frio e amargo) nas mãos, colocou sua vida de volta na estante.
Descobriu após a décima vez, que ter lido aquela mesma história tantas vezes só fez com que tudo parecesse ainda mais confuso. Nenhum esclarecimento. Só os erros, que quanto mais observados, mais evidentes se tornaram
Com um copo de café (frio e amargo) nas mãos, colocou sua vida de volta na estante.
28 September 2010
everybody happens to be worng
@
2:30 AM
Quando se tem algo e nao se cuida desse algo, ele se perde. Simples assim. Um rápido e fácil raciocínio, que de lógcio não tem nada. Todos possuem coisas. E estipulam um valor pra elas. Há coisas com um valor tão ínfimo que uma única gota de suor não vale o esforço para mante-las.
Mas aí então, existem coisas com um valor tão grande, tão precioso e único. Imensurável. Que não existe nada que não possa ser feito, nada que não valha o esforço para te-las por perto. É um erro dos seres humanos (a raça especialista em deixar qualquer coisa boa se esvair por entre os dedos) pensar que algo muito valioso, forte, firme não pode desmoronar, virar areia e ir embora, viu? Porque pode. Nada é tão resistente que não possa se quebrar. E quebrar, aqui, assume o sentido mais amplo do (meu) universo. Coisas se quebram com pedradas, mateladas, quedas. Pessoas se quebram com palavras, gestos, descuido. Eu sei disso.
Coisas valiosas não são estáveis. Uma vez que não são facilmente encontradas, não se pode presumir o quão suas elas são. Entende?
E olha, não ache que você pode consertar pessoas quebradas assim como você conserta o seu controle remoto quebrado, viu? Não é assim.
Olha, tem sido difícil. Estranho quando as coisas não parecem se encaminhar para o lado bom. Como as coisas não parecem se acalmar. E como, cada vez mais, eu percebo que tudo o que faço é nada. Um gigante nada. Até a minha angústia é nada perto da tua. Da de qualquer um. Eu sei. A minha dor só dói em mim.
Don't let it go.
Mas aí então, existem coisas com um valor tão grande, tão precioso e único. Imensurável. Que não existe nada que não possa ser feito, nada que não valha o esforço para te-las por perto. É um erro dos seres humanos (a raça especialista em deixar qualquer coisa boa se esvair por entre os dedos) pensar que algo muito valioso, forte, firme não pode desmoronar, virar areia e ir embora, viu? Porque pode. Nada é tão resistente que não possa se quebrar. E quebrar, aqui, assume o sentido mais amplo do (meu) universo. Coisas se quebram com pedradas, mateladas, quedas. Pessoas se quebram com palavras, gestos, descuido. Eu sei disso.
Coisas valiosas não são estáveis. Uma vez que não são facilmente encontradas, não se pode presumir o quão suas elas são. Entende?
E olha, não ache que você pode consertar pessoas quebradas assim como você conserta o seu controle remoto quebrado, viu? Não é assim.
Olha, tem sido difícil. Estranho quando as coisas não parecem se encaminhar para o lado bom. Como as coisas não parecem se acalmar. E como, cada vez mais, eu percebo que tudo o que faço é nada. Um gigante nada. Até a minha angústia é nada perto da tua. Da de qualquer um. Eu sei. A minha dor só dói em mim.
Don't let it go.
08 September 2010
@
9:22 PM
Lá estava ela de novo. Os joelhos apertados contra o peito. Os punhos fechados em uma fraca tentativa de sufocar os gritos e diminuir o desespero. Tornava-se cada vez mais difícil manter-se composta, apenas pela conveniência do silêncio e do sorriso. O olhar se perdia facilmente em qualquer ponto na parede, ou uma das fotos desfocadas em sua frente. Não conseguia encontrar sentido em nada. Em palavras diretas, em sinais nos quais insistia em acreditar, em coisas que surgiam, as surpresas que recebia. Nada fazia sentido. Era como se... como se tivesse uma parte faltando. Colocou os pés no chão, olhando pela janela sentia vontade constante de...de correr. Cansada de ter que parecer forte, quando a única vontade era de transformar qualquer desconhecido no maior confidente, só pra poder despejar tudo o que não podia. Ou não queria. Mais difícil lidar com pensamentos do que com palavras. Tinha certeza disso agora.
Já havia escutado palavras demais, opiniões demais. Conselhos que nao seguiria.
Mas eu aprendi a viver sorrindo, mesmo que não esteja tudo bem.
Taken.
@
9:19 PM
Havia uma meia dúzia de fotos que insistiam em aparecer a todo momento. Havia duas ou três músicas que invariavelmente lembravam coisas. Havia alguns objetos perdidos, e palavras e todo tipo de lembrança impregnando o ar e me sufocando. Lembranças nesse caso, de coisas que ainda aconteceriam. Essas lembranças do que não aconteceu doem mais do que as verdadeiras, eu acho. Porque é como se aquilo tivesse sido tirado de você, por algum motivo, foi impedido de acontecer. Palavras não ditas, programas não feitos. Não houve tempo. Entorpecimento e anestesia é tudo o que restou. E o copo de café frio, que insiste em lembrar que o tempo está correndo.
16 August 2010
Então, vá.
@
10:16 PM
São umas ondas que você não consegue evitar. Fica tudo preto, branco, cheio de borrões e muito, muito frio (embora tivesse as janelas fechadas um escaldante copo de café entre os dedos). Não existe solução para problema algum neste momento. Por mais que a mente insista em dizer que tudo vai ficar bem, o fato de, ela mesma, não conseguir vizualizar as coisas de outro jeito que não catastróficas como naquele momento, impede que possa ser dada, a esta esgotada mente, a credibilidade que, muitas vezes cegamente ou sem motivo algum, lhe é concedida.
Como eu disse, se torna tudo um borrão. Um borrão surreal e que entorpece. Um borrão que altera a frequência do coração para um ritmo que parece soletrar 'desespero, desespero'. E não é só no coração não, viu? As batidas (desespero, desespero) parecem levar o sangue para o resto do corpo dessa mesma forma (desespero, desespero) de modo que cada fibra deste ser fica contaminada de preto e branco.
Afinal de contas, tudo aquilo era um pouco demais para ela. Querer abraçar o mundo fora sempre um hábito, mas sentia as mãos atadas agora. E não queria abraçar mais nada além de seus sonhos.
- Desculpe-me. É que nunca estive aqui antes.
Como eu disse, se torna tudo um borrão. Um borrão surreal e que entorpece. Um borrão que altera a frequência do coração para um ritmo que parece soletrar 'desespero, desespero'. E não é só no coração não, viu? As batidas (desespero, desespero) parecem levar o sangue para o resto do corpo dessa mesma forma (desespero, desespero) de modo que cada fibra deste ser fica contaminada de preto e branco.
Afinal de contas, tudo aquilo era um pouco demais para ela. Querer abraçar o mundo fora sempre um hábito, mas sentia as mãos atadas agora. E não queria abraçar mais nada além de seus sonhos.
- Desculpe-me. É que nunca estive aqui antes.
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